O livro “Como ser um Líder - a importância da inteligência emocional” de Daniel Goleman retrata a evolução das reflexões do autor sobre o conceito de inteligência emocional. Goleman foi o primeiro a aplicar este conceito ao mundo de negócios e este livro reflete precisamente as conclusões de uma investigação realizada em cerca de 200 empresas.

 

Estilo Autoritário. Estilo Coaching.  Estilo Afiliativo. Estilo Democrático. Estilo Pacesetting. Estilo Coercivo.
 

São vários os estilos que um Líder pode utilizar. E quantos mais, melhor. Líderes que utilizam mais do que um estilo, quatro ou mais, que são flexíveis e os vão alternando consoante seja necessário, são mais eficientes e obtêm um melhor clima organizacional e um melhor desempenho.

 

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Para além dos estilos, que outro fator pode influenciar a liderança? O Humor!
 

O humor dos Líderes influencia as emoções das pessoas que os rodeiam, seja pela positiva, seja pela negativa. 
 

O contágio pelo humor é um verdadeiro fenómeno neurológico e pode ter impacto no desempenho. Mas é importante que o humor do Líder esteja sintonizado com o dos que o rodeiam. Por exemplo, se as vendas estão a baixar, um Líder não vai estar alegre. 

 

Os Líderes mais eficientes ostentam humor e comportamentos que estão de acordo com o momento, doseando-os sempre com algum otimismo.

 



 

Tudo isto é inteligência emocional!
 

Segundo Goleman, a inteligência emocional é a “capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos.”

 

O autor apresenta quatro componentes principais da inteligência emocional: autoconsciência e autogestão, empatia e consciência social / gestão de relações.

 

Autoconsciência - capacidade de reconhecer as próprias emoções.

Permite que as pessoas se apercebam dos seus próprios pontos fortes e limitações, e sintam confiança em si próprias.

 

Autogestão - é a aptidão para controlar as próprias emoções e agir com honestidade e integridade de um modo fiável e flexível.

 

Empatia - base da gestão de relacionamentos, que implica dar grande atenção aos outros e mostrar preocupação com eles. 

 

Consciência Social / Gestão de relações - incluiu aptidões para comunicar de forma clara e convincente, resolver conflitos e estabelecer fortes relações sociais.

 

 

Para o autor, a inteligência emocional é uma condição sine qua non da liderança.

Goleman considera que alguém que tenha a melhor formação, um raciocínio incisivo e analítico, e uma infinidade de excelentes ideias, só será um grande Líder se também possuir inteligência emocional.

 

Ao longo do livro, apresenta vários exemplos que retratam isto mesmo, que a “aptidão para os outros” é mais importante para a eficácia da liderança do que as aptidões meramente cognitivas.

 

Se refletirmos sobre este ponto, apercebemo-nos de que a maioria das situações de trabalho envolve relacionamentos entre pessoas. Logo, pessoas que tenham qualidades de relacionamento humano, como compreensão e empatia, têm mais possibilidades de obter sucesso.

 

Goleman relata, por exemplo, o trabalho de Claudio Fernández-Aráoz, consultor sénior da Egon Zehnder International, que analisou casos em que indivíduos excecionais, contratados para altos cargos executivos, acabaram por ser despedidos.

 

Qual a conclusão que retirou?

Que esses indivíduos tinham sido contratados pelos seus conhecimentos especializados, mas despedidos por revelarem falhas de inteligência emocional.

 


 

O que devemos reter?

 

A ideia central é que Líderes eficazes, para além dos conhecimentos técnicos, possuem, sobretudo, conhecimentos de autogestão e aptidões para gerir a sua relação com os outros. 

 

Para tal, precisam de um trio de consciências - Interna, Externa e No Outro.

 

O Foco Interno está relacionado com as duas primeiras componentes da Inteligência Emocional, a autoconsciência e a autogestão. Líderes com autoconsciência manifestam uma confiança em si realista e uma consciência dos seus pontos fortes e limitações. A autogestão revela-se no autocontrolo emocional, na flexibilidade, e na capacidade de se manter concentrado para alcançar os objetivos.

 

O Foco No Outro revela-se nos Líderes com empatia, que percebem o que os outros pensam sobre o mundo e utilizam isso na forma como se expressam com eles. É este foco que facilita o trabalho em equipa e a colaboração, a persuasão e a influência, a gestão de conflitos e o aconselhamento.

 

E, por fim, temos o Foco Externo, que permite a um líder ver para além da sua organização. Um líder dotado deste foco não se limita, por exemplo, a prever uma mudança na economia, mas também o impacto dessa mudança nos aspetos social, cultural e ambiental.

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É fundamental um líder possuir estes três focos?

Sim, e de forma equilibrada!  Só assim é possível atingir uma liderança verdadeiramente eficaz e obter sucesso.

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